quinta-feira, 19 de maio de 2011
sexta-feira, 8 de abril de 2011
Conheça e Divulgue o Projeto “A Casa Caiu"
A Pastoral Carcerária da Diocese de Jequié, Bahia, promove o projeto “A Casa Caiu, O Alerta que vem do Cárcere”. O projeto acontece por meio da divulgação dos depoimentos dos pres@s e ex-presidiári@s, agentes penitenciários, policiais, religios@s e voluntári@s em vídeos ou palestras, divulgados no blog www.acasacaiu.org
O projeto tem como objetivo divulgar depoimentos, evitando que mais jovens sejam atraídos pelo ilusório mundo da criminalidade. A idéia é que o testemunho verdadeiro dos presos sirva de alerta para os jovens que estão em liberdade ou em risco social.
Com o apoio e parceria da Fundação Dom Avelar Brandão Vilela, da Secretaria de Justiça, Cidadania e Direitos Humanos da Bahia e do Conjunto Penal de Jequié, o Projeto "A Casa Caiu” também pretende contribuir como ferramenta na ressocialização ds presos e ex-presidiários.
O Projeto é coordenado pelo documentarista Dado Galvão, com o apoio do Coordenador Estadual da Pastoral Carcerária na Bahia, "irmão Franco" e do diretor espiritual da Pastoral Carcerária em Jequié, Padre Jairon Batista.
Vale a pena conhecer o blog http://www.acasacaiu.org
A CRIAÇÃO DE DEUS APRISIONADA
Para começar, Deus, criativo que é, teve uma luz e criou as plantas que dão semente e as árvores frutíferas (Gn 1,11), os pássaros que voam sobre a terra (Gn 1,20), os seres vivos que nadam nas águas (Gn 1,21) e os animais que se movem pelo chão (Gn 1,24). E Deus viu que era bom (Gn 1,25). E Deus criou o homem e a mulher (Gn 1,27) e os pôs para viver no jardim do Éden (Gn 2,8).
Bem, o ser humano, imperfeito que é, criou o desmatamento, o incêndio florestal, a pesca e a caça predatórias, o tráfico de animais e de plantas, resolveu criar em cativeiro seres vivos que voam sobre a terra, que nadam nas águas e que se movem pelo chão. E para si próprio criou a prisão. E lá obrigou seus semelhantes a viveram noite e dia, sem ver a luz do sol.
As prisões cresceram e se multiplicaram. Os presídios se encheram e se fez a superlotação. E homem e mulher foram submetidos a uma série de privações. Tiraram-lhes o convívio familiar, a liberdade, a dignidade. E homens e mulheres perceberam que não estavam mais no paraíso. Criado à imagem e semelhança de Deus, o ser humano estava desfigurado. E agora a criação geme em dores de parto (Rm 8,22).
Nossa missão, agentes da Pastoral e Igreja viva, é, guiados pelo Espírito do Senhor, levar a luz (Jo 8,12) aonde só há noite, anunciar a boa notícia, proclamar a libertação aos presos e dar liberdade aos cativos (Lc 4, 18). E veremos sair das narinas dos seres que são imagem e semelhança de Deus o sopro de vida (Gn 2, 7) e vida em abundância (Jo 10,10). E veremos novo céu e nova terra (Ap 21,1).
Pe. Valdir
sábado, 22 de janeiro de 2011
Queremos Padres
Nesta ultima quarta feira, dia 05 de janeiro, em visita institucional a uma unidade prisional feminina de nossa
Diocese, um forte pedido ecoou de dentro das prisões ao coração de nosso presbitério. A visita era para cumprir a obrigação de conselheiro e elaborar um relatório ao Juiz. Ao passar pelos corredores, em meio a dezenas de mulheres, uma voz mudou a rotina daquela visita. Ao tomar coragem, Ângela (nome fictício) perguntou: “você é sacerdote?” Respondi que sim. Ela disse: “Quero confessar, quero Eucaristia.”
Ângela é uma dessas mulheres que dão a vida em nossas paróquias, contribuem com o dízimo e doam-se em nossas quermesses e festas. Ela é dessas mulheres que, como qualquer outro ser humano, acertam e erram no decorrer da vida. Ao entrarmos em um confessionário improvisado em uma cela, ela me disse: “Preciso confessar. Quero Eucaristia.” Ao se despedir, disse: “tem um monte de mulheres ai querendo confissões e missa. Aqui só entram pastores e agentes de pastorais. Mas nós queremos padres, queremos sacramento.”
Sei que o pedido de Ângela é o pedido de milhares de irmãos presos nos limites de nossa Diocese.
“Queremos padres”, eles dizem com a voz e com o silencio. “Queremos padres”, eles dizem com o sofrimento.
Não permitamos que nosso ministério seja detido em nossas paróquias. Libertemo-os para dentro das pessoas em nossos presídios.
Não podemos esperar que os pobres venham até nós, devemos ir até eles, como nos ensinou Madre Teresa de Calcutá.
Frei Paulo Batista
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
Nova Coordenação da Pastoral Carcerária é eleita em Assembleia Nacional
A Assembleia da Pastoral Carcerária Nacional, realizada entre os dias 26 e 28 de novembro, em Brasília, elegeu a nova Coordenação Nacional e a nova Coordenação de Macrorregiões. Participaram da Assembleia cerca de 80 agentes de pastoral, entre coordenadores estaduais ou representantes, coordenadores nacionais e de macrorregiões e assessores da pastoral.
A Assembleia, que contou com a assessoria e condução de Lourival Rodrigues da Silva, que é especialista em metodologia e planejamento da CAJU (Casa da Juventude de Goiânia), teve como pauta principal a reflexão acerca de dois importantes temas: catequese, tratando especificamente da assistência religiosa nos locais de privação de liberdade, e aumento do número de agentes de pastoral para reforçar os trabalhos no país.
O coordenador, Pe. Valdir João da Silveira, que assumiu a Coordenação Nacional por ocasião da renúncia de Pe. Gunther Alois Zgubic, em julho de 2010, foi reeleito por unanimidade dos presentes na Assembléia. Por sua vez, e conforme estabelece o regimento interno da pastoral, o Coordenador eleito sugeriu a Ir. Petra Pfaller como sua vice-coordenadora, que também foi aprovada pela Assembléia. Para coordenar a área da mulher presa, a Assembléia Nacional escolheu missionária leiga Heidi Ann Cerneka, que já ocupava-se desta tarefa no mandato anterior.
Para compor a coordenação ampliada da Pastoral Carcerária no Brasil, os coordenadores das Macrorregiões também foram escolhidos pelos coordenadores estaduais durante a Assembleia Nacional (veja abaixo).
Ao ser escolhido para continuar na Coordenação Nacional, Pe. Valdir agradeceu a confiança e enfatizou que precisa contar com o apoio de todos em suas áreas de atuação. Também propôs que criará comissões/assessorias específicas de trabalho, entre elas: Jurídica, Saúde, Combate à Tortura, Catequese, entre outras.
Também esteve presente na Assembleia Nacional, Dom Pedro Luiz Stringhini e Ir. Magnólia, da Comissão 8 da CNBB, responsáveis pelas Pastorais Sociais. Dom Pedro acolheu a eleição feita pela Assembleia e nomeou a nova Coodenação Nacional da Pastoral Carcerária. Além disso, agradeceu a todos os membros da coordenação durante a gestão 2006-2010 e desejou bom trabalho aos coordenadores eleitos, em especial ao Pe. Valdir e à Ir. Petra, que devem atentar para o trabalho em âmbito nacional.
A assembléia dedicou-se em avaliar os trabalhos realizados nos últimos anos, com prestação de contas e em agradecer ao Pe. Gunther Alois Zgubic, que permaneceu na coordenação até julho de 2009, quando precisou renunciar por conta de problemas de saúde.
Coordenação Nacional
Coordenador Nacional: Pe. Valdir João Silveira
Formado em Filosofia e Teologia, ordenou-se sacerdote em Santarém - PA em 1988. Cursou Formação Humana e Teologia, pela Universidade Católica do Paraná; Mestrado em Teologia Moral, pelo Instituto Alfonsianum de Ética Teológica; e Melhoria na Gestão Penitenciária para a Incorporação dos Diretos Humanos pela escola Kings College London - International Centre for Prison Studies.
Vice-Coordenadora: Ir. Petra Silvia Pfaller
Religiosa das Irmãs Missionárias de Cristo, é alemã, e está no Brasil deste 1991. Formada em Direito pela PUC-Goiás, possui Especialização em Direitos Humanos pela PUC-Goiás e Especialização em Direito Penal e Processo Penal pela PUC-Goiás.
Coordenadora para a Questão da Mulher: Heidi Ann Cerneka
Mestre em Teologia Pastoral, está no Brasil desde 1997 como missionária leiga na Pastoral Carcerária.
Coordenadores de Macrorregioes
Macrorregião Sudeste - Camille Poltroniere Santana
Macrorregião Norte – Pe. Gianfranco Graziola
Macrorregião Centro-oeste – Ir. Maria José M. de Oliveira
Macrorregião Nordeste - Carlos A.Magalhães - Magal
Macrorregião Sul - Manoel Feio da Silva
Assessorias Nacionais
Jurídica – Ir. José de Jesus Filho
Comunicação – Cloves Costa e Marlise da Silveira Costa
Carta de despedida de Pe. Gunther
Para meu estimado sucessor, na Coordenação Nacional da Pastoral Carcerária/CNBB:
Paz e Bem!
Peço-lhe transmitir a todos os participantes da VI Assembléia Nacional da Pastoral Carcerária da CNBB, que se realiza nos dias 26 a 28/11/10 em Brasília, meu abraço: meu abraço pelo qual quero saudar e agradecer a todos, pelo tempo, o compromisso e a amizade que pude partilhar com vocês, coordenadores e demais agentes da Pastoral Carcerária do Brasil, em particular, a partir de 2002, quando me fizeram coordenador nacional desta caminhada profética de nossa Pastoral.
Cada um de nós pode e deve avaliar como foi nossa caminhada. Mas, o essencial é, agora, trabalharem a perspectiva da articulação da Pastoral Carcerária, daqui para frente. No entanto, esta perspectiva de trabalho do daqui para frente, já não é mais minha, mas de vocês, sem mim.
Pois meu Bispo, na Áustria, pediu que eu voltasse, no início do próximo ano, à minha diocese de origem, para colaborar lá, onde faltam, hoje em dia, muitos padres e estão pedindo padres de outros países. E em virtude dessa orientação, já estou arrumando minhas coisas, separando o que levo e me despedindo do que deixo. E devo fazer daqui a pouco. Invisto nesses dias, entre outras, também mais para o bem de minha saúde.
Desejo tudo de bem a todos, muita benção de Deus, sempre, nessa desafiadora caminhada da Pastoral Carcerária!
Nunca vou esquecer do Brasil. Nunca vou esquecer deste meu tempo na Pastoral Carcerária. Foi um serviço em que mais pude me realizar e que mais amei.
E caso não me consiga reintegrar no trabalho de padre lá, na Áustria, solicitarei ao meu Bispo para me deixar retornar ao Brasil. Aí poderiam contar comigo de novo.
Saúdem de mim, também, os (as) agentes da PCr em seus estados. Nunca vou esquecer o compromisso e a consagração para essa Pastoral, que encontrei em todas as minhas visitas, nos 25 estados que pude visitar. Lamentavelmente não consegui chegar ao Piauí e ao Maranhão. Isso por acúmulo de trabalho e enfraquecimento de saúde.
Enfim, quero lhes agradecer, - a todos e todas -, a carinhosa recepção brasileira, com a qual sempre me deparei, e que me fez muito, muito bem. Sempre e em todos os lugares, me acolheram tão bem. E quero agradecer a Deus que nos deu a grande graça de dedicação e boa colaboração entre todos nós.
Deus lhes pague a todos, sua amizade e seu carinho para comigo, e seu compromisso para que os presos/as presas tenham vida, vida marcada pelo amor de Deus em Jesus.
Um abraço forte, e grato por tudo.
Seu irmão, sempre, Pe. Gunther A. Zgubic
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